Sobre Cristina Castro e Martin Domecq
Coreógrafa, dançarina, gestora cultural, curadora artística e professora.
Premiada pela Unesco com o Prize for the Promotion of the Arts e pelo Ministério da Cultura/Fundação Nacional das Artes, pelo Troféu Mambembe. Diplomada pela Universidade Federal da Bahia no curso de licenciatura em dança. Sua formação técnica tem base na dança contemporânea, improvisação, ballet clássico (método Royal Academy), afro, moderna, além de teatro e esporte.
Atuou como dançarina em grupos profissionais independentes da cidade e Cia oficial do Estado da Bahia, Balé Teatro Castro Alves, onde trabalhou por 12 anos ao lado de diversos coreógrafos como Guilherme Botelho, Luis Arrieta, Lia Robatto, Victor Navarro, Oscar Arraiz, Tindaro Silvano, Carlos Moraes, Antonio Carlos Cardoso, Debby Growald, Armando Pekeno, dentre outros. Com esta cia participou de turnês nacionais e internacionais na Alemanha, Itália, Suiça, Israel, Portugal, Tchecoslováquia, Argentina e Estados Unidos.
Em 1998 a convite do diretor Marcio Meirelles cria para o Teatro Vila Velha um núcleo de programação e projetos voltados à dança. Criou a primeira companhia de dança do Teatro Vila Velha, a Cia. Viladança, a qual dirigiu e desenvolveu sua pesquisa coreográfica circulando repertório e ministrando oficinas no Brasil, Europa e América do Sul. Em 1999, recebeu o Prêmio Mambembe, pelo Ministério da Cultura do Brasil, Funarte, como revelação nacional.
Convidada pela Fundación Carolina e Embaixada da Espanha participou do Primer Programa Sociedad Civil do Brasil nas cidades espanholas de Bilbao, Madrid e Vitória. Pela Bolsa Vitae, participou do International Arts Management e International Choreography Residency nos EUA e pelo Goethe Institut e Embaixada da Alemanha, de intercâmbios em Frankfurt, Munique, Berlin, Dresden, Hamburg, Essen, Stuttgart e Düsseldorf.
Em 2016 e 2017, em parceria com Arts Foudation/Joanna Lesnierowska e o
Culture.pl/Polônia criou o projeto Yanka Rudzka com ações no Brasil e cidades da Polônia. Criou em 2017 o “PAVIO – arte e negócios”, plataforma para a difusão e comercialização de produtos gerados pelas artes cênicas de artistas baianos.
Em 2018 em parceria com o Festival Danza en la Ciudad/Idartes, realizou residência e intercâmbio entre artistas brasileiros e colombianos.
Em 2019, colaborou na co-produção do projeto Medo/Agnst, do coreógrafo alemão Ben Rieper e artistas do Brasil, EUA e Alemanha, com desdobramentos nas cidades de Dusseldorf, Colônia/Alemanha e Salvador/Brasil.
No primeiro semestre de 2019, participou como diretora convidada do Programme Commun 2019 - Swiss Arts Council Pro Helvetia, em Lausanne/Suíça e do International Visitors Programme of the cultural funding organisation NRW KULTsekretariat, em cidades da Alemanha, do Danza Nueva pelo Instituto Cultural Peruano Norte Americano e do ENDMéxico 2019 (Encuentro Nacional de Danza) pelo Instituto nacional de Bellas Artes y Literatura, no México.
No Teatro Vila Velha, onde dirige o programa de residências artísticas internacionais e o projeto Pé de Feijão – arte e educação, que promove espetáculos de artes cênicas para público infanto-juvenil.
Desde 2007 vem criando e mantendo parcerias internacionais para residências, intercâmbios e programação de espetáculos com diversos países, como a Colômbia, Israel, México, Alemanha, Espanha, França, Polônia, Costa Rica, Paraguay e El Salvador. Em 2021 criou o projeto Criações em Dança, seleção e premiação de conteúdos híbridos entre dança e audiovisual para exibição na plataforma instagram.
Como coreógrafa vem colaborando em peças teatrais com o diretor Marcio Meirelles, desde 1996. Em 1998 e em 2021 atuou como atriz e dançarina nos espetáculos, “Um tal de Dom Quixote, espetáculo presencial de reinauguração do Teatro Vila Velha e “CASALS+PICASO+NERUDA: Os Três Pablos Guerreiros Contra o Dragão da Maldade”, espetáculo teatral em formato on line para o palco Virtual do Teatro Vila Velha.
Martin Domecq
Encenador, professor e pesquisador, Martin Domecq é graduado em filosofia pela Universidade de Buenos Aires (UBA) e Doutor em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Trabalhou como encenador em Buenos Aires e em Salvador. Sua produção se caracteriza pelo seu caráter experimental e pela hibridação das linguagens. De seus trabalhos em Buenos Aires destacam-se Aparición de Ofelia, peça para bailarina e piano baseada em poemas de Juan L. Ortiz, e Iglú peça para bailarino, atriz e piano com música contemporânea interpretada por Nora Garcia.
De seus trabalhos em Salvador destacam-se Fora de casa (texto e direção), Fases (direção) e Gaza 2018 (texto e direção). Por Fora de casa, a atriz Sonia Leite foi indicada para o prêmio Braskem melhor atriz. Também colaborou com vários trabalhos do diretor baiano Márcio Meirelles (entre eles Drácula). Participa como colaborador da Universidade Livre de Teatro Vila Velha desde sua fundação. Na atualidade continua pesquisando sobre o potencial cênico de textos poéticos e sobre modalidades de encenação em espaços naturais.
O projeto Fases desenvolvido na orla de Salvador com a atriz Adriana Gabriela foi seu primeiro experimento nesta linha. Além de participar ativamente no primeiro momento da Universidade Livre de Teatro Vila Velha, integrou a equipe que desenhou o curso Artes do Corpo em Cena do Centro de Formação em Artes da UFSB. Foi Vice-decano desse Centro de Formação e é atualmente coordenador do Bacharelado Interdisciplinar em Artes da UFSB, no Campus Jorge Amado.
Realiza regularmente oficinas no teatro Vila Velha (as últimas foram: Entre o Não dito e o Não dançado II: não somos transparentes (2019) e Oficina do silêncio (2020). Desde 2015 atua como docente e pesquisador na Universidade Federal do Sul da Bahia. É autor dos livros El conejo coronado (Editora Del Naranjo) e Pensar-escribir-pensar (Editora Lugar). Sobre o trabalho proposto nesta oficina, publicou o artigo: Dança-poesia: entre lo no-dicho y lo no-danzado.
No contexto de seu trabalho como professor dessa Universidade desenvolveu o projeto Palavraemdança com os artistas de Coaraci Iaggo Berbet e Anderson Almeida Ribeiro. Esse projeto originou o grupo Palavraemdança que pesquisa as relações entre poesia e dança (https://palavraemdanca.art. br/). Também na UFSB, coordena o grupo permanente de estudos Filo & Arte que em 2021 pesquisa as relações entre arte e morte no contexto da Pandemia (cada ano muda o tema e os autores estudados).